ECONOMIA • COMPORTAMENTO • CUPONS DE DESCONTO
De 8% em 2015 para 36% em 2026: o boom dos cupons no Brasil
Durante muito tempo, encontrar um cupom de desconto podia parecer uma tarefa reservada aos consumidores mais atentos. Era necessário conhecer os sites especializados, procurar códigos promocionais e descobrir como aplicá-los antes de concluir uma compra. Hoje, os descontos fazem parte de uma experiência de consumo cada vez mais digital, na qual comparar preços, pesquisar ofertas e procurar benefícios adicionais se tornou uma prática familiar para muitos brasileiros.
Dois levantamentos ajudam a ilustrar essa transformação. Em setembro de 2015, uma pesquisa divulgada pela Consumidor Moderno, com dados da plataforma MeuCupom.com, apontava que os cupons estavam envolvidos em 8% das vendas do varejo brasileiro. Em 2026, uma pesquisa da Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box revelou que 36% dos consumidores entrevistados utilizam cupons de desconto pelo menos uma vez por mês.
Os indicadores chamam a atenção e ajudam a contar a história de um mercado que ganhou relevância na relação entre consumidores, lojas virtuais e economia doméstica. Entretanto, existe uma diferença metodológica importante: o percentual de 2015 representa a participação dos cupons nas vendas, enquanto o número de 2026 representa a frequência de utilização declarada pelos entrevistados. São medidas distintas, que não permitem calcular diretamente o crescimento do uso de cupons entre os dois anos.
Mesmo com essa ressalva, os levantamentos oferecem um ponto de partida para compreender como os descontos se encaixam nos hábitos de consumo. Mais do que procurar preços baixos, o consumidor passou a lidar com diferentes estratégias promocionais, ferramentas de comparação e oportunidades para reduzir o valor de compras planejadas.
Neste artigo, vamos conhecer os dois estudos, entender por que os cupons ganharam espaço, analisar o impacto dessa prática no orçamento e descobrir como aproveitar descontos sem transformar uma oportunidade de economia em uma despesa desnecessária.
Dois indicadores que ajudam a contar essa história
8%
2015
Participação dos cupons nas vendas do varejo brasileiro, segundo levantamento divulgado naquele ano.
36%
2026
Consumidores entrevistados que afirmam utilizar cupons pelo menos uma vez por mês.
Fontes:
Consumidor Moderno / MeuCupom.com, 2015
e
Serasa / Opinion Box, 2026.
Os percentuais medem indicadores diferentes e não constituem uma comparação direta de crescimento.
O que a pesquisa de 2015 revelou sobre os cupons no Brasil?
Em 9 de setembro de 2015, a publicação Consumidor Moderno divulgou o infográfico “Os caçadores de desconto”, baseado em uma pesquisa realizada pela plataforma MeuCupom.com. Naquele momento, o levantamento indicava que 8% das vendas do varejo brasileiro envolviam cupons de desconto.
O dado era apresentado como um sinal de que havia espaço para desenvolver essa modalidade de promoção no país. A publicação também utilizava os Estados Unidos como referência internacional, mencionando que os cupons estavam associados a 50% das vendas naquele mercado, segundo os números apresentados na reportagem.
A diferença sugeria que a utilização de cupons ainda poderia avançar no Brasil. Entretanto, o resultado também precisava ser entendido no contexto da época: o comércio eletrônico estava passando por mudanças, os sites especializados em descontos buscavam ampliar sua presença e muitos consumidores ainda estavam se familiarizando com a utilização de códigos promocionais nas compras pela internet.
A reportagem de 2015 também explorava o perfil dos chamados caçadores de descontos. O objetivo era compreender quem procurava essas oportunidades e como os benefícios promocionais poderiam ser utilizados para atrair consumidores. Assim, a pesquisa não se limitava a apresentar um percentual de vendas: ela também ajudava a mostrar que a busca por economia constituía um comportamento relevante para o varejo.
É importante observar que a publicação não apresenta, no conteúdo consultado, uma série histórica comparável à pesquisa realizada pela Serasa em 2026. Portanto, o dado de 8% deve ser utilizado como um retrato divulgado naquele período, sem presumir que represente todas as lojas, categorias de produtos ou modalidades de cupom existentes no país.
Ainda assim, o levantamento constitui uma referência histórica interessante. Ele mostra que, há mais de uma década, empresas do setor já identificavam potencial de crescimento na utilização de cupons e enxergavam a busca por descontos como uma oportunidade para aproximar consumidores e comerciantes.
Fonte histórica:
“Os caçadores de desconto” — Consumidor Moderno, 9 de setembro de 2015.
O que mudou em 2026? A pesquisa da Serasa mostra outro cenário
Em agosto de 2026, a Serasa divulgou os resultados de uma pesquisa realizada em parceria com o Instituto Opinion Box. O levantamento investigou a relação dos consumidores brasileiros com os cupons e revelou que 36% dos entrevistados utilizam esses benefícios pelo menos uma vez por mês.
A pesquisa foi realizada entre 8 e 13 de maio de 2026, por meio de 1.051 entrevistas online com consumidores de todas as regiões brasileiras. A publicação informa margem de erro de três pontos percentuais.
Além da frequência de uso, o estudo revelou que 70% dos entrevistados afirmam economizar mensalmente com cupons. Entre os demais resultados divulgados, 80% consideram importante utilizar esse tipo de benefício na escolha da loja onde compram, enquanto 73% afirmam já ter desistido de uma compra por não encontrar um cupom válido no checkout.
Os dados ajudam a compreender como os descontos podem influenciar diferentes etapas da jornada de consumo. O cupom pode ser procurado antes da compra, contribuir para a escolha de uma loja, alterar a percepção sobre o preço final ou até influenciar a decisão de concluir um pedido.
36%
Uso mensal
Utilizam cupons pelo menos uma vez por mês.
70%
Economia declarada
Afirmam economizar mensalmente com cupons.
80%
Escolha da loja
Consideram importante o benefício na escolha de onde comprar.
Fonte: Serasa e Instituto Opinion Box — pesquisa divulgada em agosto de 2026. Os resultados representam respostas dos participantes e correspondem a perguntas diferentes do levantamento.
A diferença entre os números de 2015 e 2026 é interessante justamente porque permite observar duas dimensões do mercado. O levantamento antigo procurava dimensionar a presença dos cupons nas vendas, enquanto o mais recente investigou a frequência de uso, a economia percebida e a influência desses benefícios sobre o comportamento de compra.
O estudo de 2026 também indica que os cupons não precisam ficar restritos a grandes datas promocionais. Eles podem ser relevantes em compras cotidianas, desde que estejam disponíveis para os produtos desejados e ofereçam uma redução efetiva no preço final.
8% para 36%: o que essa diferença realmente significa?
À primeira vista, passar de 8% para 36% pode sugerir uma expansão expressiva dos cupons no Brasil. A diferença numérica é de 28 pontos percentuais. No entanto, interpretar esse resultado como uma multiplicação direta da utilização de cupons seria incorreto, porque cada levantamento mede um indicador diferente.
Em 2015, os 8% se referiam à participação dos cupons nas vendas do varejo, conforme a publicação baseada nos dados do MeuCupom.com. Em 2026, os 36% correspondiam aos consumidores entrevistados que afirmaram usar cupons pelo menos uma vez por mês. Uma medida trata da participação nas vendas; a outra, do comportamento declarado de um grupo de entrevistados.
Para calcular o crescimento de um indicador ao longo do tempo, seria necessário dispor de pesquisas comparáveis, com definições equivalentes, metodologias compatíveis e períodos de referência claramente estabelecidos. Sem essas condições, uma diferença entre percentuais não deve ser apresentada como uma taxa de crescimento do mesmo fenômeno.
| Aspecto | Levantamento de 2015 | Levantamento de 2026 |
|---|---|---|
| Instituições envolvidas | MeuCupom.com | Serasa e Instituto Opinion Box |
| Indicador divulgado | Participação dos cupons nas vendas do varejo brasileiro. | Entrevistados que usam cupons pelo menos mensalmente. |
| Percentual | 8% | 36% |
| Como interpretar | Retrato histórico da presença dos cupons nas vendas. | Frequência declarada de uso entre os entrevistados. |
| Permite calcular crescimento direto? | Não. Os indicadores e as bases de medição são diferentes. | |
Essa distinção não diminui a importância dos resultados. Pelo contrário: permite apresentar uma análise mais responsável, sem transformar dois números chamativos em uma conclusão que os estudos não comprovam.
A leitura mais adequada é que os cupons já eram identificados como uma oportunidade comercial em 2015 e, em 2026, uma pesquisa nacional de opinião encontrou uma parcela relevante de consumidores que afirma utilizar esses benefícios mensalmente. Os levantamentos ajudam a contextualizar a evolução do setor, embora não permitam quantificar precisamente quanto o uso de cupons cresceu nesse intervalo.
Por que os cupons ganharam espaço na rotina de compras?
1. A facilidade de pesquisar preços pela internet
A compra digital permite consultar diferentes lojas sem precisar se deslocar. O consumidor pode pesquisar um produto, verificar suas características, comparar preços e procurar um código promocional antes de pagar. Esse processo torna a busca por descontos mais acessível e ajuda a incluir a economia na rotina de compra.
Em vez de depender exclusivamente de uma promoção anunciada por determinada loja, o consumidor pode pesquisar se existem outras ofertas e avaliar qual alternativa apresenta a melhor combinação de preço, frete, prazo de entrega e condições de pagamento.
Essa facilidade não garante que todas as pessoas comparem preços em todas as compras. Entretanto, amplia as possibilidades para quem deseja pesquisar antes de tomar uma decisão.
2. A presença do celular na jornada de consumo
Os smartphones tornaram a pesquisa de ofertas mais conveniente. O consumidor pode consultar códigos promocionais enquanto navega em uma loja virtual, conferir uma oferta durante uma pausa no trabalho ou comparar preços antes de finalizar um pedido pelo aplicativo.
O acesso móvel também facilita o compartilhamento de promoções entre amigos, familiares e comunidades digitais. Uma oferta pode circular rapidamente e despertar interesse entre pessoas que já estavam procurando determinado produto.
É importante não confundir essa facilidade com uma prova isolada de que os smartphones causaram o aumento do uso de cupons. Para estabelecer essa relação com precisão, seriam necessárias pesquisas específicas sobre os canais utilizados e sua influência nas decisões de compra.
3. A necessidade de administrar melhor o orçamento
Quando o orçamento doméstico está pressionado, pequenas reduções de preço podem fazer diferença. Um cupom válido para um produto que já seria comprado pode liberar parte do dinheiro para outras despesas, como alimentação, transporte ou contas da casa.
Esse benefício depende das condições da compra. Se o consumidor utiliza um código para reduzir o preço de um item necessário, sem acrescentar despesas desnecessárias, o desconto pode contribuir para uma gestão financeira mais eficiente.
Por outro lado, comprar um produto adicional apenas porque ele está em promoção pode neutralizar a economia obtida em outros itens. Por isso, o valor descontado precisa ser analisado em conjunto com o gasto total.
4. A competição entre lojas e marcas
Os cupons também funcionam como uma ferramenta comercial. Uma loja pode utilizá-los para atrair novos clientes, estimular uma primeira compra, divulgar uma categoria de produtos ou incentivar consumidores a concluir um pedido.
Em mercados com muitas opções, um benefício promocional pode influenciar a escolha entre estabelecimentos que vendem produtos semelhantes. O consumidor, por sua vez, pode aproveitar essa competição para comparar alternativas e procurar condições mais favoráveis.
Isso não significa que a loja que oferece o maior desconto seja sempre a melhor escolha. O preço anunciado, a reputação do vendedor, a política de devolução, o prazo de entrega e o atendimento também fazem parte da avaliação.
Quais categorias se destacam na utilização de cupons?
A pesquisa divulgada pela Serasa em 2026 também apresentou informações sobre as categorias em que os cupons são utilizados. Entre os segmentos destacados estão alimentação e delivery, eletrônicos e eletrodomésticos, vestuário e acessórios, farmácia e beleza e saúde.
Alimentação e delivery aparecem com 58% das utilizações reportadas na publicação. Eletrônicos e eletrodomésticos registram 53%, enquanto vestuário e acessórios aparecem com 52%. Farmácia representa 45%, e beleza e saúde, 38%.
Esses percentuais ajudam a visualizar a variedade de situações em que o consumidor procura descontos, mas não devem ser interpretados como parcelas exclusivas de todo o mercado brasileiro. As categorias podem se sobrepor, e os números se referem aos indicadores divulgados pela pesquisa.
| Categoria | Percentual divulgado | Exemplos de utilização |
|---|---|---|
| Alimentação e delivery | 58% | Pedidos de refeições e compras de alimentos. |
| Eletrônicos e eletrodomésticos | 53% | Acessórios, equipamentos e produtos para a casa. |
| Vestuário e acessórios | 52% | Roupas, calçados e complementos. |
| Farmácia | 45% | Produtos de cuidado pessoal e itens de farmácia. |
| Beleza e saúde | 38% | Cosméticos e produtos de cuidados pessoais. |
Fonte: Serasa / Opinion Box, 2026. Os percentuais correspondem aos indicadores de categorias apresentados na publicação e não devem ser somados como se fossem partes de um único total.
A presença de categorias tão diferentes demonstra por que os cupons podem ser úteis em situações variadas. Em algumas compras, o consumidor busca reduzir o valor de uma despesa recorrente. Em outras, procura um benefício para adquirir um produto de maior preço, como um eletrodoméstico ou equipamento eletrônico.
A melhor estratégia depende da necessidade. Para compras frequentes, vale acompanhar o preço final e evitar pedidos adicionais motivados exclusivamente por uma promoção. Para produtos de maior valor, pode ser interessante comparar diferentes lojas, verificar a legitimidade do vendedor e observar as condições de garantia e entrega.
Como os cupons podem ajudar na economia doméstica?
O desconto é mais útil quando reduz o custo de uma compra que já faz parte do planejamento financeiro. Por isso, o primeiro passo para utilizar cupons de maneira consciente é identificar quais despesas realmente precisam ser realizadas e quanto dinheiro está disponível para elas.
Imagine uma família que reservou R$ 300 para comprar produtos de limpeza e itens básicos para a casa. Antes de finalizar o pedido, ela encontra um cupom de R$ 30 válido para aqueles produtos, sem exigência de compra adicional. Se as condições forem cumpridas e não houver custos inesperados, o gasto cai para R$ 270.
Nesse cenário, os R$ 30 representam uma redução efetiva na despesa planejada. O dinheiro que deixou de ser gasto pode permanecer disponível para outra necessidade, ser destinado a uma reserva ou ajudar a cobrir uma conta futura.
Agora considere outra situação: o mesmo consumidor encontra um cupom de 20% para um produto de R$ 100 que não estava nos planos. O desconto reduz o preço para R$ 80, mas a compra acrescenta uma nova despesa ao orçamento. O consumidor economizou R$ 20 em relação ao preço daquele produto, mas desembolsou R$ 80 que não precisaria gastar se não tivesse comprado o item.
Os dois exemplos mostram por que é importante diferenciar desconto de economia total. Um preço promocional pode ser vantajoso em termos unitários, mas a decisão de comprar precisa considerar a utilidade do produto e o impacto no dinheiro disponível.
Um exemplo prático de economia planejada
| Descrição | Valor |
|---|---|
| Compra necessária | R$ 300,00 |
| Desconto válido | − R$ 30,00 |
| Total após o desconto | R$ 270,00 |
| Dinheiro preservado em relação ao orçamento original | R$ 30,00 |
O exemplo é ilustrativo, não um resultado da pesquisa. Ele pressupõe que todos os produtos seriam comprados de qualquer maneira, que o cupom é válido e que não existem custos adicionais que eliminem a vantagem.
Essa é a lógica que torna os cupons ferramentas potencialmente úteis para a educação financeira: eles podem ajudar o consumidor a pagar menos por aquilo de que realmente precisa, desde que a procura por descontos não estimule gastos incompatíveis com suas prioridades.
Quando um desconto pode acabar custando mais caro?
Nem toda promoção representa uma oportunidade vantajosa. Algumas condições podem incentivar a compra de produtos adicionais, elevar o valor total do carrinho ou fazer com que o consumidor escolha uma loja que não apresenta o melhor preço final.
Cupons com valor mínimo de compra
Um código pode oferecer R$ 30 de desconto em pedidos acima de R$ 200. Se a compra planejada totaliza R$ 170, adicionar R$ 30 em produtos desnecessários para alcançar o mínimo pode eliminar parte do benefício. Antes de aproveitar a oferta, é importante comparar o total que seria gasto sem o cupom com o valor final da compra promocional.
Frete que reduz a vantagem do desconto
Um cupom pode reduzir o preço do produto, mas o frete elevado pode tornar o pedido mais caro do que uma alternativa sem código promocional. A comparação deve considerar o total a pagar, incluindo entrega, taxas e eventuais diferenças nas condições de pagamento.
Preços promocionais que não são os mais baixos
Uma loja pode anunciar um desconto percentual expressivo sobre um preço que continua superior ao de outra loja. Por isso, vale pesquisar o valor do mesmo produto em diferentes estabelecimentos e verificar se as especificações são equivalentes.
Compras motivadas pelo medo de perder a oferta
Prazos curtos, mensagens de urgência e anúncios de quantidade limitada podem reduzir o tempo dedicado à reflexão. Embora algumas promoções tenham prazos legítimos, o consumidor não precisa comprar algo apenas para evitar a sensação de ter perdido uma oportunidade.
Se o produto não era necessário, vale perguntar se ele continuaria interessante sem o cupom. Essa simples verificação ajuda a separar a utilidade real da atração provocada pela promoção.
Como usar cupons de desconto com mais inteligência
O objetivo de pesquisar cupons não precisa ser comprar mais produtos. Uma estratégia melhor é utilizar os descontos para reduzir despesas planejadas e manter o controle sobre o orçamento. Algumas práticas ajudam a transformar a procura por ofertas em uma ferramenta de economia.
1. Defina o que precisa comprar antes de pesquisar
Faça uma lista dos itens necessários e estabeleça um limite de gasto sempre que possível. A lista ajuda a avaliar se uma oferta inesperada atende a uma necessidade real ou se apenas cria uma nova vontade de consumo.
2. Compare o valor final entre diferentes lojas
Não considere apenas a porcentagem anunciada. Verifique o preço do produto, o frete, o prazo de entrega e as condições de pagamento. Um desconto menor pode proporcionar um resultado melhor quando o preço original já é competitivo.
3. Leia as regras de utilização do cupom
Confira a validade, os produtos participantes, o valor mínimo do pedido e as possíveis restrições. Um código que não se aplica ao item desejado não representa uma economia disponível, mesmo que apareça em uma página promocional.
4. Verifique a confiabilidade da loja
Antes de pagar, confira se o endereço do site está correto, se o vendedor oferece informações claras e se existem condições transparentes de entrega, troca e devolução. Um desconto não compensa automaticamente os riscos de comprar em um estabelecimento desconhecido ou pouco confiável.
5. Evite parcelamentos que comprometem o orçamento
Um cupom pode reduzir o preço, mas não torna uma compra automaticamente adequada à capacidade de pagamento. Avalie o valor das parcelas, os juros eventualmente cobrados e as demais despesas previstas para os próximos meses.
6. Acompanhe a economia real, não apenas os descontos anunciados
Se você utiliza cupons com frequência, pode registrar o preço original, o desconto efetivamente aplicado e o total pago. Esse acompanhamento ajuda a perceber quais estratégias funcionam e se a utilização dos códigos está realmente reduzindo os gastos ao longo do tempo.
Dica do Cupom Recente
Antes de aplicar um cupom, faça duas perguntas: eu já pretendia comprar este produto? E o valor final é realmente competitivo? Quando as duas respostas fazem sentido, o desconto pode ser um aliado do orçamento. Se a promoção cria uma nova despesa ou exige comprar mais do que você precisa, vale reconsiderar.
O papel dos sites de cupons na nova jornada de consumo
Plataformas especializadas em descontos podem facilitar a busca por oportunidades ao reunir códigos promocionais e ofertas em um só lugar. Em vez de procurar manualmente em diversas páginas, o consumidor pode consultar opções por loja ou categoria e verificar quais benefícios estão disponíveis.
Essa organização pode ser especialmente útil para quem já sabe o que deseja comprar. O consumidor pode pesquisar uma oferta para determinado produto, comparar as condições e avaliar se o código representa uma vantagem em relação a outras alternativas.
Entretanto, é importante distinguir a disponibilidade de um cupom da garantia de economia. Os códigos podem ter validade limitada, restrições de uso ou condições específicas. O preço final depende das regras de cada loja e da aplicação correta do benefício no momento da compra.
A transparência também é importante. Sites que informam as condições das ofertas, organizam os códigos por categoria e orientam os usuários a conferir a validade contribuem para uma experiência de pesquisa mais clara. O consumidor, por sua vez, deve verificar se o desconto realmente funciona e se a compra é adequada às suas necessidades.
Para o mercado, a popularidade dos cupons representa uma oportunidade de aproximar lojas e consumidores. Para quem compra, a principal vantagem está na possibilidade de encontrar condições melhores sem abrir mão da comparação de preços e do planejamento financeiro.
O que os levantamentos indicam sobre o futuro dos cupons no Brasil?
Os dados publicados em 2015 e 2026 ajudam a contextualizar a presença dos cupons no mercado brasileiro sob perspectivas diferentes. O levantamento de 2015 apontava uma participação de 8% nas vendas do varejo, enquanto a pesquisa de 2026 mostrou que 36% dos consumidores entrevistados utilizam cupons pelo menos uma vez por mês.
Embora os percentuais não permitam calcular uma taxa de crescimento direta, os resultados mostram que os cupons são um tema relevante para compreender a relação entre preço, conveniência e comportamento de consumo. A pesquisa mais recente também evidencia que os benefícios promocionais podem influenciar a escolha da loja e a decisão de concluir uma compra.
Para o comércio eletrônico, os cupons podem continuar sendo uma ferramenta de atração e relacionamento com os clientes. Para os consumidores, a tendência mais importante não é necessariamente encontrar o maior número de ofertas, mas aprender a reconhecer quais delas proporcionam uma vantagem financeira concreta.
Também vale acompanhar futuras pesquisas que utilizem a mesma metodologia ao longo do tempo. Indicadores consistentes sobre frequência de uso, participação nas vendas, valores economizados e categorias de consumo permitiriam medir com mais precisão a evolução do mercado brasileiro de cupons.
Até que existam séries históricas comparáveis, a interpretação responsável dos dados continua sendo essencial. O crescimento do interesse por descontos pode ser analisado por diferentes indicadores, mas cada um precisa ser compreendido de acordo com aquilo que efetivamente mede.
Conclusão: o melhor cupom é aquele que ajuda você a gastar melhor
A comparação entre os levantamentos de 2015 e 2026 oferece uma perspectiva interessante sobre a presença dos cupons no Brasil. Em 2015, a pesquisa divulgada pela Consumidor Moderno apontava que 8% das vendas do varejo envolviam cupons de desconto. Onze anos depois, a pesquisa da Serasa e do Instituto Opinion Box identificou que 36% dos consumidores entrevistados utilizam esses benefícios pelo menos mensalmente.
Os dois números não medem exatamente o mesmo fenômeno, mas ajudam a contextualizar a importância dos descontos na relação entre consumidores e varejistas. O levantamento mais recente mostra ainda que os cupons podem influenciar a escolha da loja e fazer parte das estratégias utilizadas pelos consumidores para tentar economizar.
A principal lição, porém, vai além da procura por códigos promocionais. Um desconto é realmente útil quando reduz o custo de uma compra que faz sentido para o consumidor. Quando a oferta estimula despesas que não estavam previstas, o valor abatido pode ser acompanhado de um gasto adicional que compromete o orçamento.
Por isso, pesquisar preços, conferir as regras dos cupons e avaliar o custo total continua sendo a melhor forma de aproveitar as oportunidades. A economia não depende apenas de encontrar uma promoção, mas de decidir com consciência quando vale a pena utilizá-la.
No fim, o objetivo não precisa ser comprar mais por menos. Pode ser comprar apenas o necessário, encontrar preços competitivos e preservar dinheiro para outras prioridades. É dessa forma que os cupons deixam de ser apenas um incentivo comercial e passam a funcionar como ferramentas de apoio ao consumo consciente.
Quer pesquisar cupons para suas próximas compras?
No Cupom Recente, você pode consultar códigos promocionais e ofertas para diferentes lojas. Compare o preço final, confira as condições e aproveite os descontos que realmente fazem sentido para o seu orçamento.
Fontes e referências
- Consumidor Moderno — “Os caçadores de desconto” (9 de setembro de 2015). Publicação baseada em levantamento da plataforma MeuCupom.com.
- Serasa — “70% dos brasileiros economizam mensalmente com cupons” (agosto de 2026). Pesquisa realizada em parceria com o Instituto Opinion Box.
Nota editorial: os indicadores de 2015 e 2026 possuem bases de medição distintas. O artigo não os apresenta como uma série estatística homogênea nem calcula uma taxa de crescimento direto entre os percentuais.





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